Com o recrudescimento da guerra de Estados Unidos e Israel contra o Irã e o espalhamento do conflito para outros países produtores de petróleo no Oriente Médio, o barril do tipo Brent, negociado em Londres, superou nas últimas horas a cotação de US$ 80. O Irã passou a ter como alvos as bases petrolíferas de aliados dos Estados Unidos na região e confirmou o fechamento do Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% da produção global do insumo. Companhias de seguros anunciaram que deixarão de cobrir sinistros no transporte marítimo nas águas do Irã a partir de amanhã. Em reação, o governo americano prometeu oferecer garantias para as empresas do setor.
Qualquer interrupção no tráfego na região pode reduzir a oferta global e pressionar ainda mais os preços da commodity, com reflexos sobre combustíveis, transporte e inflação em diversos países. Outra questão é a alta do dólar, que no Brasil chegou ontem a R$ 5,26. Em entrevista à Rádio Eldorado, Lia Valls, pesquisadora associada do FGV-Ibre, disse que os impactos na economia mundial dependem da duração e da extensão da guerra. “A redução dos juros no Brasil fica mais incerta”, avaliou.

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