Apesar de São Paulo reunir a maior malha cicloviária do país, com cerca de 780 km de vias permanentes, a infraestrutura ainda está distante das metas previstas no Plano de Mobilidade Urbana de 2015, que previa 1.300 km até 2024. A avaliação é do urbanista Daniel Guth, especialista em políticas de mobilidade, em entrevista à Rádio Eldorado. Segundo ele, o crescimento do uso da bicicleta na capital paulista contrasta com a baixa presença feminina: apenas 10% dos ciclistas são mulheres. O dado, diz, é um dos principais indicadores de desigualdade e revela que o problema vai além da infraestrutura. “A baixa participação feminina está relacionada à violência urbana, ao machismo nos espaços públicos, à violência de gênero contra mulheres em bicicletas e à divisão desigual das tarefas domésticas”, afirma Guth.
Levantamentos mostram que em eixos como a ciclovia da Faria Lima e no sistema de bicicletas compartilhadas o índice de uso por mulheres chega a 30%. Mas, em média, São Paulo ainda apresenta um cenário considerado “muito ruim”, segundo o especialista. “Com políticas públicas direcionadas, é possível reverter essa desigualdade e ampliar a presença feminina no transporte ativo”, conclui.

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