A Secretaria de Saúde do governo do Estado de São Paulo confirmou um caso de sarampo autóctone – em que o indivíduo contrai a doença no próprio Estado, sem viajar ao exterior e sem ligação com um viajante – e mais 25 casos em investigação somente na semana passada. Com a alta, o governo estadual acendeu o estado de alerta, reforçou a importância da vacinação e informou que está em andamento uma campanha de imunização contra o vírus. Desde 4 de abril, profissionais da saúde são o foco e, a partir de 3 de maio, serão vacinadas crianças de 6 meses a menores de 5 anos. A meta é atingir 95% delas (público-alvo de 12,9 milhões).
"O que move as pessoas à imunização é a percepção de risco. Paradoxalmente, a própria eficiência das vacinas afastou de tomá-las", explica Renato Kfouri, infectologista e diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm). De acordo com o especialista, duas doses ao longo da vida propiciam imunização completa, porém menos de 65% das crianças brasileiras estão com as vacinas em dia. "O distanciamento e a máscara inibiram a Covid-19 e outras doenças respiratórias, mas com o retorno às aulas, especialmente, está acontecendo uma tempestade de doenças", completa.

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