Num contexto em que os Estados Unidos enfrentam simultaneamente múltiplos teatros de operações — o Médio Oriente, a Europa e o Indo-Pacífico, o comentador Manuel Poêjo Torres defendeu que, embora existam constrangimentos nas reservas públicas de armamento, os Estados Unidos mantêm capacidades estratégicas desconhecidas do público, alertando para a estratégia adversária de dividir para conquistar: “Os adversários dos Estados Unidos sabem que, para os derrotar, têm de os dividir em múltiplos teatros”. Luís Ribeiro foi mais contundente na avaliação, recordando que os norte-americanos chegaram a importar um sistema THAAD da Coreia do Sul antes do início do conflito com o Irão, e que o consumo acelerado de mísseis Tomahawk poderá demorar “quatro ou cinco anos” a ser reposto.
O debate alargou-se à responsabilidade europeia na sua própria defesa e às implicações políticas internas nos Estados Unidos, com particular enfoque nas primárias intercalares do Partido Democrata. Ana Cavalieri sublinhou que, historicamente, o partido do presidente tende a perder nas eleições de meio de mandato, apontando o descontentamento com o custo de vida como um fator determinante: “A grande maioria ainda continua a apoiar o presidente, mas há aqui uma minoria vocal que está cada vez mais a atacar Trump”. O Elefante na Sala foi exibido na SIC Notícias a 15 de agosto.

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