O ponto de partida deste Elefante na Sala foi o discurso de Trump na Assembleia Geral da ONU, que os participantes caracterizaram como narcisista, polarizador e, ao mesmo tempo, revelador da sua ambição em transformar o trumpismo numa agenda global. A crítica à ONU foi lida como expressão do desdém de Trump pelo multilateralismo: acusações de corrupção e de enviesamento ideológico servem de justificação para uma visão de relações internacionais centrada no poder e nos interesses nacionais, em detrimento de normas globais. Essa retórica, no entanto, é marcada por inconsistências, nomeadamente nas posições voláteis sobre a Rússia e a guerra na Ucrânia, que revelam mais cálculo político do que estratégia clara. O funeral de Charlie Kirk tornou-se exemplo simbólico da polarização. Enquanto a viúva evocava perdão cristão, Trump explorava o momento para reforçar a lógica de confronto com “inimigos políticos”. No campo eleitoral, as sondagens mostram Trump a perder apoio moderado, mas a conservar uma base galvanizada. O Elefante na Sala foi emitido a 27 de setembro, na SIC Notícias.

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