A gravidez é um perigo para mulheres em muitos países, seja por ausência de acompanhamento pré-natal ou assistência no parto, violência obstétrica ou falta de acesso a uma interrupção voluntária e segura da gravidez. Em países com leis de aborto proibitivas, a quase certeza de dar à luz um nado-morto ou um ser com anomalias congénitas graves não é razão para abortar. Um desses países pode ser, em breve, a Polónia, onde o Tribunal Constitucional abriu a porta à negação quase total do direito à interrupção voluntária da gravidez.
Republicamos hoje a reportagem “O corpo delas, as regras deles”, originalmente publicada em novembro de 2018.

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