A médica de família Margarida Graça Santos, no início do episódio desta semana, propõe um exercício de imaginação que não foge muito da realidade.
Imaginemos: chega à consulta uma mulher solteira de 32 anos, com quatro filhos. Sai de casa às 4h para apanhar o primeiro autocarro e chegar a tempo de um dos dois trabalhos que tem. Vem com cansaço arrastado. Não consegue arranjar casa porque ninguém assina contrato sem trabalho fixo. Os filhos faltam à escola frequentemente, simplesmente porque não há quem os leve. O que faz um médico numa situação destas? Encaminha a utente para um assistente social.
Nesta 'Consulta Aberta', exploramos o papel da assistência social nos dias de hoje e o que a realidade social nos revela sobre a saúde da população portuguesa. Para isso, contamos com as histórias da assistente Cláudia Simões. “Todas as vidas são iguais. Este é um princípio basilar para um médico, mas também deve ser para um assistente social”, e é por ele que se guia. Ouça aqui o novo episódio do podcast.

“A anemia não é um diagnóstico”: o que significa e como identificar os sintomas com Christopher Saunders
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Hemorroidas e doença hemorroidária (não são a mesma coisa): do diagnóstico ao tratamento com o médico Pedro Botelho
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Respiração, pausas no trabalho e comer palitos de cenouras: saiba como deixar de fumar com a especialista Joana Matos Branco
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