“Não seja pobre e, se for, não seja pobre durante muito tempo. Tenha casa perto de bons supermercados, com produtos frescos e acessíveis.
Viva num bairro seguro, com parques e espaços verdes. Trabalhe num local onde se sinta respeitado e bem remunerado. Se trabalha, não seja despedido. Vá de férias em família. Tenha carro, se a rede de transportes não for acessível.”
Estas são algumas das recomendações, com alguma ironia, deixadas por Michael Marmot no livro The Health Gap, como se fossem uma receita simples para uma vida longa e saudável. O problema? Para muitos, não são escolhas, mas impossibilidades.
Sente que não consegue levantar-se de manhã com energia? Que lhe falta ânimo para caminhar? Que procura conforto nos hidratos de carbono? A saúde não depende apenas da força de vontade. Está profundamente ligada ao contexto social, económico e emocional em que vivemos.
Para falar sobre determinantes sociais da saúde e prescrição social conversamos com o médico de família Cristiano Figueiredo, cofundador do primeiro projeto de prescrição social em Portugal, e Rita Abecassis, a sua interna de prescrição específica.

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