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Siza Vieira: “PSD e PS têm de se entender, porque uma grande crise precisa de uma solução em grande”

 

Será sempre mais acertado pôr a tónica na derrota de Trump que na vitória dos democratas, porque nem eles próprios sabem muito bem o que fazer com estes resultados, mas a consequência do demérito de um e os méritos de outros é que as maiorias no Congresso voltaram a ser do Partido Democrata. No mundo inteiro se falou da onda azul, do tsunami que levou de arrasto a arrogância trumpista. 
Renasce a esperança na democracia norte-americana que elege pela primeira vez uma mulher latina como governadora do Texas, uma mulher índia como governadora do Novo México, uma mulher negra como governadora da Georgia ou um homem muçulmano como senador.
Por cá, a decisão de uma juíza de considerar inconstitucional o famoso decreto-lei de 74 que impõe a meia-noite e meia como hora limite para as pessoas se poderem manifestar teve o condão de fazer parar as as cargas policiais, mas o país, viciado na polarização, logo se dividiu entre os do bom-senso que aplicam a decisão a todos os que se querem manifestar e os da certeza jurídica sabedores de que a juíza se pronunciou tão só a favor do direito de Renata Cambra.
A polémica abrandou, o abandono da selecção por parte de Cristiano voltou - agora com carácter definitivo - e o Presidente apareceu sorridente com a grande terça-feira em que Montenegro anunciou ao país que abria as portas do palácio para dialogar com a oposição. 
Está com o Bloco Central, um podcast que resulta de uma conversa entre Pedro Marques Lopes e Pedro Siza Vieira, com moderação de Paulo Baldaia. O genérico do programa é uma música original de Manuel Siza Vieira e a sonoplastia deste episódio foi de Tomás Delfim