Fomos de férias, voltamos de férias, e o caso Neves continua a ser central na política portuguesa. Acumula carros, sofás e ginásios, mantém André Ventura na liderança do debate, confirma um ministro em modo de combate e acrescenta uma moção de censura à já anunciada Comissão Parlamentar de Inquérito.
O primeiro-ministro mantém a confiança política num ministro que funciona como pára-raios para tudo o que possa correr mal no governo, enquanto que o Presidente da República tem de gerir a percepção de que outros falam por si na defesa de que Luís Neves deve sair do governo.
Enquanto que, por cá, o que se julga telecomandado são os amigos de Seguro, no centro da Europa são drones ao serviço da Rússia numa guerra híbrida que está a exasperar os países da União Europeia e da NATO, com Putin a aproveitar uma aliança tácita com Trump para testar a capacidade de reação dos europeus.
Do outro lado do Atlântico, as ondas de choque provocadas pela astronómica divida norte-americana — já superior a 40 milhões de milhões de dólares — elevam os juros em todas as latitudes e, juntamente com a crise energética, agravada pela guerra no Médio Oriente, provocam uma forte quebra no potencial de crescimento da economia a nível global.
Está com o Bloco Central, uma conversa entre o Pedro Siza Vieira e o Pedro Marques Lopes com moderação de Paulo Baldaia e sonoplastia de Gustavo Carvalho. O genérico do podcast é uma música original de Manuel Siza Vieira.

Pedro Marques Lopes: “Fernando Alexandre é o grande reformador de coisa nenhuma”
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Pedro Marques Lopes: “A avaliar pelo nível dos debates, muitos deputados se fizessem o PISA tinham resultados piores que os miúdos”
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Pedro Marques Lopes: “Luís Neves deu desculpas mal amanhadas”
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