Esta é a semana em que as presidenciais entraram definitivamente na agenda. Agora, é mesmo verdade, da próxima vez que formos votar é para escolher o Presidente da República. É também uma semana em que se confirma, uma vez mais, que o Chega põe e dispõe da agenda da direita, na expressão feliz do jornalista Rui Pedro Antunes: “André Ventura pôs a AD e a IL entre a burca e a parede”.
Com as eleições autárquicas realizadas, lá apareceu o relatório preliminar sobre o acidente no elevador da Glória. Tinha sido anteriormente noticiado pelo Expresso que o cabo usado a ligar os dois veículos não era apropriado para o efeito, o relatório confirma e acrescenta que houve relatórios de inspecção e manutenção que, simplesmente, não correspondem à verdade. A reacção inicial, quer da Câmara de Lisboa quer da administração da Carris, foi sacudir a água do capote mas, no fim do dia, Moedas fez o mínimo que podia fazer, que era anunciar que não vai reconduzir a actual administração da empresa.
Sobre a morte de Francisco Pinto Balsemão, autonomizamos a parte inicial do Bloco Central em que falamos da importância para o país do legado que nos deixa o político, o jornalista e o empresário. Se ainda não ouviu, pode ouvir o episódio autónomo lançado ontem.
A moderação da conversa entre Pedro Marques Lopes e Pedro Siza Vieira foi de Paulo Baldaia e a sonoplastia de Gustavo Carvalho.

Marques Lopes: “Ventura um dia será primeiro-ministro, com a ajuda de Cotrim e de Montenegro, se este não fizer nada na segunda volta”
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Pedro Siza Vieira: “Ventura tem o seu rebanho e os seus eleitores não seguem outro pastor”
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2026: Com um novo Presidente haverá mais ou menos estabilidade? E a economia pode sofrer abalos vindos de fora?
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