Estamos já em 2026, o ano em que vamos escolher um novo Presidente da República e despedir-nos de Marcelo Rebelo de Sousa. Quase tão importante como saber quem será o sucessor de Marcelo, pode vir a ser a eventual confirmação de André Ventura na segunda volta. Quem fica para trás nesse caso? E que consequência terão nos partidos estes resultados?
Por mais voltas que a política dê e se reforce o papel do populista Ventura, não é expectável que venha aí nova crise política com legislativas antecipadas. Temas como possível revisão constitucional, incluindo debates sobre o papel do Presidente, número de deputados ou poderes do Estado, podem ganhar atenção política ao longo de 2026. A composição do Tribunal Constitucional também vai dar que falar.
À volta do mundo, é previsível que 2026 será um ano marcado por desafios à ordem internacional, com crises humanitárias persistentes (por exemplo, no Sudão) e tensões geopolíticas que vão testar ainda mais os mecanismos tradicionais de cooperação global.
Nos Estados Unidos em particular, Donald Trump verá testada nas urnas a sua popularidade. Todo o congresso e um terço do Senado estará em jogo, para lá de uma série de Estados que também terão eleições para governador.
No primeiro episódio do ano, Pedro Marques Lopes e Pedro Siza Vieira vão olhar para a agenda e tentar perspectivar o que aí vem. Cá no burgo e no resto do mundo.
A moderação da conversa é de Paulo Baldaia, a sonoplastia é de Salomé Rita