Saímos das mais recentes eleições com um presidente eleito com o maior número de votos de sempre. Seguro, o candidato por quem tantos barões do PS têm o maior desdém, acabou a superar a marca de Soares. Esteve em campanha para unir os portugueses, prometendo o oposto de Ventura e os eleitores escolheram a democracia. Como na primeira volta aconteceu com a esquerda, com o eleitoral a ignorar os directórios partidários e a dar o pleno de votos a Seguro, agora, na segunda volta, foi o eleitorado de centro-direita que mandou às favas a estratégia de quem se colocou em cima da ponte, julgando possível manter a equidistância entre quem une e quem divide. Vida facilitada para o presidente eleito que não fica a dever a ninguém, a não ser a todos os que nele votaram, esta eleição.
Ventura foi pesadamente derrotado e a cara com que apareceu na noite eleitoral desmentia qualquer grito de vitória, qualquer ideia de liderança de direita. Mas Montenegro sabe que o líder do Chega, ficando longe do que pretendia, saiu fortalecido com mais 400 mil votos. Há caminho para percorrer, primeiro-ministro e presidente eleito querem estabilidade. Veremos o que o poder político faz com ela.
Está com o Bloco Central, onde a opinião que conta é de Pedro Marques Lopes e Pedro Siza Vieira. A moderação da conversa é de Paulo Baldaia, a sonoplastia é de João Luís Amorim.

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