A guinada à direita no Brasil surpreendeu pela dimensão, mesmo que a vitória de Flávio Bolsonaro não tenha chegado para apear o incumbente Lula da Silva na primeira volta. O PL passou a ter a maior bancada, tanto na Câmara de deputados como no Senado. O Centrão e a Esquerda recuaram, a restante Direita também subiu. Veremos até onde pode e quer ir.
Na Europa, dois países vizinhos estão com contestação nas ruas. Em Espanha, Pedro Sánchez aproveitou a exigência popular para que se encontrem soluções para a crise habitacional - que divide governo e parlamento - e convocou eleições antecipadas para o final do próximo mês. Em França, sabe-se como começam os protestos na rua, mas nunca se sabe quando vão acabar. Desta vez começou com os estudantes. Extrema-esquerda e extrema-direita aproveitam para ensaiar a luta eleitoral do próximo ano.
Por cá, o apelo feito pelo Presidente da República a um entendimento entre os partidos, para resolverem em concreto os problemas das pessoas, não parece ter mudado um milímetro na tática partidária, em que a maioria aceita o pousio eleitoral, mas um partido vive na vertigem da instabilidade.
Está com o Bloco Central, um podcast que resulta de uma conversa de Pedro Siza Vieira com Pedro Marques Lopes e moderação de Paulo Baldaia. O genérico do programa é uma música original de Manuel Siza Vieira e a sonoplastia foi neste episódio de Salomé Rita.

Pedro Siza Vieira: “O governo está completamente desorientado”
1:09:51

Siza Vieira: “Montenegro e a ministra da Justiça deviam ocupar-se a sério do caso da PJ”
1:07:55

Pedro Marques Lopes: “Fernando Alexandre é o grande reformador de coisa nenhuma”
1:04:05