Quem quer que tenha hoje menos de 80 anos cresceu com a certeza de que os Estados Unidos e a Europa tinham uma parceria inquebrável. Na guerra fria que se seguiu à segunda guerra mundial, a Aliança Atlântica era a garantia de que haveria sempre alguém disposto a lutar pela liberdade e pela democracia. Depois caiu o muro de Berlim e parecia que tinham acabado todos os nossos problemas. É certo que se seguiram muitas guerras, no Iraque ou no Afeganistão, e que nunca se resolveu o conflito entre Israel e a Palestina, nem terminaram os conflitos em África, mas a globalização avançou e levou o progresso económico às zonas do globo mais carenciadas.
Donald Trump chegou de novo à Casa Branca, faz precisamente um mês esta quinta-feira, e o mundo mudou. Mas a história repete-se. Estaremos de novo em Munique e a Ucrânia faz papel de Checoslováquia esperando para saber o que decidem as potências ou em Teerão, cinco anos depois, quando Roosevelt, o Presidente americano, e Stalin, presidente da Rússia, dividiram a Europa em Leste e Oeste? Pelo menos nessa altura havia lugar para os europeus, representados por Churchill, líder do maior império do mundo.
Pedro Marques Lopes e Pedro Siza Vieira são os comentadores residentes do Bloco Central

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