Esta semana, Andy Burnham chegou finalmente ao lugar que ambicionava e promete mudar a vida dos britânicos. A maioria parlamentar dos trabalhistas é muito confortável, mas já era com o anterior chefe do governo e Keir Starmer falhou. De que vale ter um plano de longo prazo se a política dos dias de hoje não parece funcionar para lá do curtíssimo prazo?
De lá de fora para cá para dentro. Às sucessivas garantias do ministro da Educação impôs-se sempre a realidade, para mal de alunos e professores, e o processo de avaliação dos exames, sobretudo daqueles que são absolutamente necessários para entrar no ensino superior, arrasta-se num mar de problemas. Embora Fernando Alexandre se mostre plenamente convencido de que isto não correu muito mal, porque se assim tivesse acontecido, a sua permanência no governo perigava. O Presidente da República, se mudo estava, seguro ficou de que o governo ouviu os seus avisos e, pelo menos para já, não pede demissões.
Nem na Educação, nem na Administração Interna, onde Luís Neves passou dos montes de casinhos para um caso reconhecido unanimemente como bastante mais grave, a envolver material apreendido num caso de droga. Atrelado aos dois ministros, Luís Montenegro fez saber que não ia de férias este Verão. Ou melhor: vai, mas é às pinguinhas, um fim-de-semana aqui um dia mais acolá.
Está com o Bloco Central, onde as perguntas de Paulo Baldaia andam à procura das respostas de Pedro Marques Lopes e Pedro Siza Vieira. O genérico é uma música original de Manuel Siza Vieira e a sonoplastia deste episódio é de Gustavo Carvalho.

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