Em pouco mais de duas semanas, o Brasil vai votar nas presidenciais. Ninguém duvida de que haverá segunda volta disputada por Lula da Silva e Flávio Bolsonaro, mas a gigantesca fraude do banco Master atingiu em cheio o Supremo, implicando o juiz Alexandre de Moraes, e isso tem beneficiado Bolsonaro. Estranho, porque ele é o único candidato que aparece associado a este escândalo.
Mas a grande discussão à volta do mundo não é sobre os crimes financeiros envolvendo políticos e juízes e a separação de poderes, é mesmo sobre o poder da Inteligência Artificial e a ideia de que é preciso garantir que ela é controlável, antes de continuar a acelerar o seu desenvolvimento. Será esta uma corrida a pedir um acordo global do mesmo nível que foi conseguido com o Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares?
Por cá, as chatices são mais comezinhas, a não ser que seja o nosso filho a não ter vaga na escola pública. Aí, juntamente com a falta de professores a algumas disciplinas, se é com os nossos filhos, a proximidade com que olhamos agiganta o problema.
Drama colectivo é o aumento do preço dos combustíveis, que faz subir muitos outros preços e as taxas de juros. Anda meio mundo à procura de saber como lidar com a consequência das guerras na Ucrânia e no Irão, já que ninguém sabe como acabar com as guerras.
Está com o Bloco Central, um podcast que tem como genérico uma música original de Manuel Siza Vieira e sonoplastia de Gustavo Carvalho. A moderação da conversa entre Pedro Marques Lopes e Pedro Siza Vieira é de Paulo Baldaia.

Pedro Marques Lopes: “A avaliar pelo nível dos debates, muitos deputados se fizessem o PISA tinham resultados piores que os miúdos”
1:03:00

Pedro Siza Vieira pergunta: “Estão todos bêbados?”
1:02:53

Pedro Marques Lopes: “Luís Neves deu desculpas mal amanhadas”
1:09:20