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Marques Lopes: “O governo quis mostrar algo que acha fundamental: força, que com eles não se brinca”

 

Há uma semana, Ricardo Costa escreveu no Expresso um artigo a que deu o título “35 dias para olhar o mundo”. Apontou a quatro eleições no espaço de um mês, duas já se realizaram, a próxima acontece na terça-feira e a última será no fim de novembro.

Houve surpresa no Brasil com a vitória de Lula da Silva e uma programada fuga de um Bolsonaro derrotado e sob suspeita. Houve surpresa em Israel com a vitória de Netanyahu, apesar de ter perdido a maioria, muito à conta do histórico resultado dos partidos árabes-israelitas, feitos fiel da balança num país que trata de forma diferente quem é árabe e quem é judeu.

Na terça-feira, saberemos que surpresa nos reservam os eleitores norte-americanos. E sobre as eleições espanholas, a quarta destes 35 dias assinalados, como só vai acontecer no final do próximo mês, falaremos noutro episódio. Para este trouxemos as eleições sérvias, ganhas por um grupo de estudantes que cresceu na rua, no meio de manifestações reprimidas à bastonada pela polícia.

E não fechamos este programa, como é obvio, sem falar das nossas bastonadas, dos nossos cães e balas de borracha, das nossas manifestações, mais de um presidente e de um primeiro-ministro que não gostaram do que viram, provavelmente por razões diferentes.

Está com o Bloco Central, uma conversa de Pedro Marques Lopes e Pedro Siza Vieira, com moderação de Paulo Baldaia. O genérico deste podcast é uma música original de Manuel Siza Vieira, a sonoplastia deste episódio é de Gustavo Carvalho.