Esta é a semana em que foi dado o tiro de partida para a longa caminhada até 18 de janeiro, que vai ter 28 debates até à semana de Natal. Estes frente-a-frente terminam com a dupla que todas as sondagens - é melhor dizer quase todas as sondagens - indicam serem os favoritos a passar à segunda volta: Henrique Gouveia e Melo e Luís Marques Mendes.
É também a semana em que o homem que tem mais seguidores à face de Terra - nas redes sociais, claro está - acompanhou o patrão - um dos homens mais ricos do mundo - numa viagem de negócios à Casa Branca, onde vive o homem mais poderoso do mundo. Por cá, como é habitual, passamos muito rapidamente de um orgulho desmedido por Cristiano ser recebido por Trump para um coro de criticas por Ronaldo dar cobertura política a uma monarquia absoluta e teocrática.
Na Ucrânia, as coisas correm mal no campo de batalha e muito mal no campo diplomático. Os Estados Unidos apresentaram um plano de paz que mais parece um plano de capitulação desenhado no Kremlin. As coisas ficam ainda mais difíceis para Zelensky e para a Europa porque o Reino Unido já veio dizer que apoia o plano. E dos trabalhistas britânicos chegam também sinais do que parece ser uma capitulação face ao crescimento da extrema-direita anti-imigração liderada por Nigel Farage: o governo anunciou medidas 'históricas' para endurecer política de asilo e conter imigração. Lá fala-se de “bilhete dourado”, por cá a expressão é “portas escancaradas”.

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