A Vida não é o que ApareceA Vida não é o que Aparece

Bárbara Tinoco: “Odiei estar grávida, acho que não há mal nenhum nisso. E amei ser mãe”

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A Vida não é o que Aparece

Entrevistas sobre a vida que vemos e mostramos nas redes sociais, com Inês Duarte de Freitas.
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Bárbara Tinoco é inseparável da sua própria música. Diz que escreve canções sobre o que sente na esperança de que alguém já tenha sentido o mesmo. Tem sido assim desde Antes Dela Dizer Que Sim, a canção que lançou a sua carreira, em 2019. Em menos de uma década tornou-se uma das vozes mais conhecidas da sua geração e a única portuguesa a ter um concerto na Disney+, gravado na Meo Arena, quando estava grávida da sua filha, Masha, a quem dedica o novo álbum Hormonal. E quanto às redes sociais, tem 324 mil seguidores só no Instagram e mais de 420 mil ouvintes mensais no Spotify.

“Acho que é impossível ser a mesma pessoa depois de ter um bebé. É uma experiência demasiado transformadora e ainda bem”, declara a cantora, que, um mês e meio depois de ser mãe, regressou à estrada para dar concertos. “Sempre quis ser mãe nova e a mim não me retirou nada — apenas acrescentou muitas coisas”, insiste a última convidada da primeira temporada de A Vida Não é o Que Aparece, que até vai mais longe: “Nunca tinha sido tão feliz até ser mãe.”

Nem tudo são rosas e a gravidez foi uma fase difícil em que se sentiu mais “vulnerável” do que nunca. “Odiei estar grávida, mas acho que não há mal nenhum nisso. Odiei estar grávida e amei ser mãe”, reforça. Este é o “período mais hormonal” da vida de uma mulher, motivo por que chamou ao seu terceiro disco Hormonal, levando também um toque de ironia. “É este insulto que é dito a nós mulheres desde sempre. Quando estás muito apaixonada na adolescência, dizem que são as hormonas. Quando estás muito chateada, estás com o período. E quando és mãe estás sempre hormonal — que é verdade — mas é dito de forma forma pejorativa.”

O novo disco é também uma carta para a filha, que conta a história de amor entre Bárbara Tinoco e o namorado, o guitarrista Feodor Bivol. “O meu maior objectivo enquanto mãe é que a minha filha, independentemente do que ela fizer na vida, o erro mais estúpido que ela fizer, saiba que me pode sempre ligar. 'Mãe, eu fiz isto, o que é que eu faço?' Ela sabe que a mãe vai entender”, diz Tinoco.

Preocupa-se com educar uma filha nesta era das redes sociais, que a própria Bárbara Tinoco evita em alguns momentos, apesar de reconhecer a sua importância para a divulgação da música. “Não sei lidar muito bem com a parte negativa das redes sociais”, desabafa. “Acho que não fomos feitos para ler aquilo que pensam sobre nós o tempo todo”.


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