



“O meu avô ensinou-me a não ter medo de errar”
Administradora do Grupo Delta, Rita Nabeiro é a voz da Adega Mayor. Já subiu um sem número de montanhas, mas continua com os pés bem assentes no chão. O avô, Rui Nabeiro, legou-lhe a importância do verbo fazer. E de tudo fazer para deixar um mundo melhor.

“O Barca Velha é um irmão”
Luís Sottomayor sonhava ser futebolista, mas há trinta e seis anos que o Douro é a sua casa. Director de enologia da Sogrape, orquestra a alquimia, entre outros, do mítico Barca Velha, do Quinta da Leda e do Planalto.

“O moscatel é das bebidas mais versáteis que há”
Aos 51 anos, Pedro Camacho Simões segura o leme da Casa Agrícola Horácio Simões, onde o Moscatel é quem mais ordena. Adora fotografar o fundo do mar e respirar o abraço da adega.

“O vinho é uma mensagem”
Sandra Tavares da Silva já foi considerada uma das 24 melhores enólogas do mundo. Antes de se entregar à adega, jogou na seleção nacional de vólei e brilhou no mundo da moda.

“A geografia do vinho está a mudar”
Anselmo Mendes rima com “Senhor Alvarinho”. Em miúdo, andava pelo campo a medir as plantas. Desmistificar o “vinho verde” é a sua vida.

“Ninguém me tira do meu interior”
Patrícia Santos adora fazer vinho, agarrar desafios e desfilar no Carnaval. Com o coração no Dão, assina vinhos em várias geografias e cria o seu próprio projeto, Rosa da Mata, em homenagem à avó, que andava descalça no monte atrás das cabras.

“Gosto da vinha de uma forma umbilical”
Álvaro Martinho Lopes é um dos mais conhecidos viticultores portugueses. Não tem o nome no rótulo, mas assina as vinhas da Quinta das Carvalhas e da Quinta de Cidrô. Aos 53 anos, traz o coração no Douro e na música.

“A Bairrada é a capital das bolhas em Portugal”
Filipa Pato é uma das vozes da Bairrada, da Baga e da agricultura biodinâmica. Filha de Luís Pato, cedo criou a sua própria história. Hoje, soma 20 hectares de vinha - leitões, ovelhas e uma burra tomam conta das cepas.

“Quem tem um negócio de vinho trabalha para deixar um legado”
Luísa Amorim saltou do negócio das rolhas para o do vinho e fez-se um nome incontornável. Herdeira de um império, para saber tudo sobre hotelaria, fez camas e lavou louça. Por entre vindimas, viaja e fala com o vinho.

“É fundamental os vinhos portugueses serem mais caros"
Pedro Ribeiro conheceu a mulher num supermercado e, juntos, dão vida à Rocim. Enólogo e CEO, dá cartas no Alentejo. Hipocondríaco assumido, na pandemia, deu o negócio por morto. Agora, produz cerca de 1,5 milhões de garrafas por ano.