No terceiro episódio de SIS: 40 Anos de Segredos, revisita‑se um período crítico na consolidação do Serviço de Informações de Segurança, marcado por polémicas, fragilidades estruturais e sucessivas tentativas de afirmação institucional.
A queda de Ramiro Ladeiro Monteiro após o 'caso Madeira' funciona como ponto de viragem, abrindo caminho à entrada de Daniel Sanches e, mais tarde, de Rui Pereira. Ambos descrevem um serviço ainda incipiente, com poucos meios, forte desconfiança pública, escassa atenção política e até resistência de outras forças de segurança, mas também com uma base humana qualificada que permitiu iniciar mudanças profundas.
O episódio dedica uma atenção central à fiscalização do sistema de informações, tanto na vertente técnica, assegurada pela Procuradoria‑Geral da República, como na vertente política, a cargo da Assembleia da República. Celso Paiva Sol recupera também as reformas introduzidas por Rui Pereira, que apostou na abertura do SIS à sociedade, na criação de identidade institucional, no reforço da cooperação internacional e numa tentativa de normalização da imagem pública de um serviço que lutava para deixar de ser visto como irrelevante ou suspeito.

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