O impacto internacional do assassínio de Issam Sartawi, em 1983, convenceu Mário Soares da urgência de criar um sistema de informações em Portugal. Mas foi o homicídio do diretor‑geral dos serviços prisionais pelas FP‑25, em 1986, que levou Cavaco Silva a acelerar o arranque do SIS, entregue a Ramiro Ladeiro Monteiro.
Num edifício ainda em obras no centro de Lisboa, com apoio de serviços americanos, israelitas e europeus, nasceu a primeira geração de espiões portugueses. Testemunhos de figuras como Rodrigues Cardoso recordam a improvisação desses primeiros tempos e o ambiente intenso dos cursos de formação, que moldaram agentes vindos de áreas diversas.
Os primeiros oito anos do SIS foram marcados por resistência social e política, ainda marcada pelo estigma da PIDE, visível nas manifestações frequentes à porta do Serviço. Apesar disso, diretores, formadores e agentes lembram um período de forte dedicação, em que se construíram as bases físicas, legais e operacionais da nova estrutura de informações do país.

1974-1984: O contexto e o fantasma da PIDE
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