O que significa empreender? Para Mariana Oliveira, fundadora da Ancestralizando, é transformar a conexão com a ancestralidade africana em um negócio que mistura moda, gastronomia e história. “O empreendedorismo, para mim, é criar e recriar. É investir em algo que reflita quem somos e, ao mesmo tempo, proporcionar trabalho para outras pessoas”, define. A marca, que oferece roupas e acessórios inspirados na cultura afro-brasileira, além de alimentos como o acarajé, busca manter vivas tradições que atravessam gerações.
Nilzete Pacheco, mentora empresarial, enfatiza que empreender exige mais do que boas ideias. “Um plano de negócios é essencial, mas ele precisa sair da gaveta. O segredo está na execução e na persistência”, ressalta. Em sua visão, muitos empreendedores, especialmente imigrantes em Portugal, enfrentam desafios por desconhecerem aspectos legais, como códigos de atividade econômica (CAEs) e obrigações fiscais. Segundo ela, “o empreendedor precisa não apenas conhecer seu mercado, mas também entender a legislação local para evitar erros que podem comprometer o negócio”.
Apesar das dificuldades, as histórias de Mariana e Nilzete mostram que criatividade e organização podem transformar sonhos em realidades sólidas. Para Mariana, empreender é também um ato de resistência e conexão. “O acarajé, por exemplo, foi o primeiro empreendedorismo das mulheres negras no Brasil. É uma história de luta e liberdade que continuamos a contar”, ressalta. Já Nilzete reforça que o sucesso requer formação e acesso a recursos, que muitas vezes estão disponíveis, mas são pouco conhecidos. Ambas deixam claro que empreender é desafiar limites e, acima de tudo, acreditar no próprio potencial.

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