A segunda temporada do Projeto Humanos estreia em Março e buscará registrar diversas experiências vividas por brasileiros e refugiados dos recentes conflitos do Oriente Médio. Para a divulgação dela, lançamos um Episódio Zero, de 25 minutos, que mostra sua proposta.
O nome da segunda temporada foi inspirado num post de Facebook da MTV Syria, no qual apresentava uma imagem do país como um coração que irradiava para o resto do planeta.
Diferente da primeira temporada “As Filhas da Guerra”, que focou-se numa única história, “O Coração do Mundo” funcionará como uma trama de diversas narrativas, buscando montar uma linha do tempo que nos faça entender melhor a dimensão humana dos conflitos de vários lados.
Alguns dos personagens são: Francesco Tessitore, brasileiro radicado nos EUA, parte dos US Marines desde 1993, que lutou nas guerras do Afeganistão e Iraque, além de ser interrogador de prisioneiros de guerra; Klester Cavalcanti, jornalista e autor do livro “Dias de Inferno na Síria”, onde narra o episódio em que foi preso durante sua visita ao país em 2012; André Fran, jornalista e apresentador do programa “Que Mundo é Esse?” (Globo News), que cobriu o dia-a-dia do Curdistão Iraquiano; Heiko Seibold, soldado alemão que encontra-se atualmente no Curdistão Iraquiano, lutando diariamente na linha de frente contra as forças do autointitulado Estado Islâmico. Também serão apresentadas vidas de refugiados, brasileiros em missões humanitárias e testemunhas de eventos significativos nos últimos 15 anos.
A temporada também contará com vozes de especialistas em islamismo e Oriente Médio, entre eles a pesquisadora Francirosy Campos Barbosa (USP) e o pesquisador Paulo Hilu (UFF). Assim, os programas também buscarão explicar um pouco mais da complexidade e diversas vertentes da religião muçulmana.
A música tema utilizada foi cordialmente cedida pela banda síria Khebez Dawle e se chama “Bel Share’”, que significa “Na Rua”. É uma linda peça artística a favor da liberdade no país, e você pode conferir o vídeo dela e sua letra logo abaixo.
Na rua Na rua hoje, eu encontro a mim mesmo Cem cores Agora eu posso expressar-me sobre mim e você Eu posso escrever meu nome e o seu Entre aqui e ali, de uma vizinhança a outra.
E agora, simplesmente, podemos viver na rua. (x2)
Na rua hoje, minha voz e a sua podem ser ouvidas de todo o lugar do mundo. O tempo respira liberdade conosco e o mundo permanece o que é, mas nós somos aqueles que podem mudar.