Castro Almeida e Siza Vieira, um atual ministro e um ex-ministro juntam-se à mesa e concordam: a complexidade das leis e regulamentações, assim como a maior pressão do escrutínio, destruíram os incentivos para as decisões dentro do Estado. Isso e alguma “falta de coragem dos decisores políticos”. Como é que se dá a volta a isto? A conversa começa nas obras no Conservatório Nacional, em Lisboa, que começaram em 2016 e ainda não acabaram — e segue descobrindo que, afinal, essas mesmas obras eram para começar em 1994. Há mais casos, por onde passámos: a obra na escola de formação da GNR que ainda nem começou, o novo Hospital de Lisboa — ou as novas carruagens de comboios que estão paradas num tribunal há anos. Mas, afinal, porque razão não consegue o Estado concretizar estas obras que promete?

Porque falha o Estado? “Nada na vida é eterno. Os impérios acabam e os sistemas partidários também podem acabar”
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Porque falha o Estado? “Muitos cidadãos já não estão interessados em ouvir argumentos, mas em ouvir coisas que confirmem os seus preconceitos. A ravina começa aqui”, defende Paulo Portas
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Porque falha o Estado? “Em 40 anos só tivemos 6 governos que concluíram o seu mandato. Isso explica a nossa dificuldade em enfrentar grupos corporativos”, afirma Fernando Medina
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