O Poder Público de hoje conta com uma voz menos habitual, mas já nossa conhecida. A Liliana Borges junta-se a nós para comentar os temas da semana. Um deles tem que ver com um acerto no Governo. A ministra da Administração Interna não sobreviveu aos impactos políticos do mau tempo e foi substituída no sábado pelo antigo director da Polícia Judiciária. Foi uma escolha inesperada, mas elogiada. O facto de Luís Neves não alinhar na “narrativa de insegurança” do Chega valeu-lhe elogios da esquerda, por exemplo.
Vamos avançar para um tema que envolve os órgãos externos do Parlamento, que não são mais do que o Tribunal Constitucional, a Provedoria de Justiça, o Conselho de Estados, os conselhos superiores da Magistratura, do Ministério Público, de Informações, e de Segurança Interna. Há quase 70 lugares vagos em 15 entidades, que têm de ser preenchidos por eleição, mas os partidos não se entendem para isso. Já falharam três datas. Este é um problema recorrente sempre com justificações diferentes. Será que os problemas vão ser resolvidos até dia 6 de Março?
Fechamos com dois temas: a reunião do primeiro-ministro e do Presidente da República eleito em Queluz e o congresso do PS. Por um lado, tentamos antecipar como será a relação entre os dois. Por outro lado, a propósito do congresso do PS que José Luís Carneiro se precipitou a marcar na sequência das presidenciais, falamos sobre eventuais desafios para Carneiro, depois de os “seguristas” terem pedido um adiamento para que possa haver uma candidatura alternativa a Carneiro. As críticas são “ausência de dinamismo” e “cultura burocrática e carreirista”.
A recta final do episódio é preenchida pelo Público & Notório.

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