Um novo relatório da Carbon Tracker colocou uma conta bem clara no papel: o Brasil pode economizar até US$ 250 bilhões (cerca de R$ 1,39 trilhão) até 2050 se acelerar a adoção de veículos elétricos.
A estimativa está ligada principalmente à redução da dependência do país de diesel e gasolina importados.
O estudo aponta que, mesmo sendo produtor de petróleo e biocombustíveis, o Brasil ainda gasta muito com combustível vindo de fora. Só em 2024, foram quase US$ 10 bilhões em importações. Mantido o cenário atual, esse custo pode passar de US$ 30 bilhões por ano até 2050, pressionando o câmbio, a balança comercial e o preço da energia e do transporte no longo prazo.
No episódio de hoje do Podcast Canaltech, a gente conversa sobre por que essa transição pode ser estratégica não só do ponto de vista ambiental, mas também econômico: quando um país depende de petróleo, ele fica mais exposto a choques de preço, crises e instabilidades em regiões produtoras. Ou seja, eletrificar também pode significar mais previsibilidade e autonomia.
Para aprofundar o tema, Fernanda Santos, conversa com Clemente Gauer, especialista em mobilidade elétrica e integrante do conselho diretor da ABVE (Associação Brasileira do Veículo Elétrico). Ele explica que a conta não passa apenas por “vender carro elétrico”, mas por destravar infraestrutura e acelerar a transformação na prática e lembra que, no Brasil, pode levar até 3 anos para um eletroposto começar a funcionar, por causa de processos de ligação, rede e burocracias.
Além da economia, o relatório também chama atenção para impactos na saúde. Com menos veículos a combustão nas ruas, a expectativa é reduzir a poluição do ar e isso tem efeito direto na qualidade de vida, principalmente em grandes centros urbanos.

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