O impensável aconteceu. Temos uma guerra de larga escala em território europeu, a maior desde o fim da segunda grande guerra entre duas nações independentes, ressuscitando a lógica, linguagem e riscos de escalada da guerra fria. A violência do conflito já levou dois milhões de ucranianos a entrar, como refugiados, nas fronteiras da União Europeia. Na Ucrânia, jogam-se os interesses conflituais entre o regime de Putin, a Europa e os Estados Unidos. As relações de força internacionais não serão as mesmas depois desta guerra. É sobre isso que falamos com Pedro Caldeira Rodrigues, fundador do Público e jornalista internacional da Lusa que acompanhou de muito perto a crise nos Balcãs. Voltou da Ucrânia no início de março e esteve na região do Donbas em janeiro.

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