Apesar da Associação Americana de Psicologia e da OMS terem desclassificado, há décadas, a homossexualidade como doença, ainda há psicólogos que se dedicam a práticas de conversão, a que chamam de “terapias”. É em espaços religiosos que hoje mais acontecem. Segundo números internacionais, 20% das pessoas LGBT+ que procuram apoio psicológico são coagidas a práticas de conversão. Num estudo do psicólogo Pedro Alexandre Costa esse número pode chegar, em Portugal, a 8%. Ficam de fora os casos que acontecem em contexto religioso. Miguel Salazar cresceu numa família evangélica muito conservadora e sempre se soube homossexual. O pai e a mãe comunicaram-lhe que tinham uma solução para o seu "problema". Ir a um psicólogo da Assembleia de Deus, a sua Igreja.

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