O xeque David Munir e o almirante Gouveia e Melo têm em comum o facto de terem nascido em Moçambique e de ambos serem portugueses.
Na cerimónia de 10 de Junho, o primeiro foi alvo de insultos racistas. O segundo optou por dizer que o Dia de Camões, de Portugal e das Comunidades é um dia de união e não de desunião. Como lidar com o racismo e com a crescente islamofobia no discurso público, seja nas redes sociais, seja na política?
Não há e nunca houve nenhum radicalismo islâmico em Portugal. O radicalismo nacional é racista, xenófobo e não esconde tendências nazis, seja na morte de Alcino Monteiro, na agressão ao actor Adérito Lopes, antes de subir ao palco para representar a personagem de Luís Vaz de Camões, ou aos voluntários que auxiliam pessoas sem-abrigo nas ruas do Porto.
Neste episódio, o xeque David Munir fala da identidade muçulmana em Portugal, diz que a cultura portuguesa deve ser respeitada por todos os imigrantes e que a prática da religião deve ser feita de acordo com o respeito pelas leis do país.

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