E António José Seguro fez história. Ultrapassou os recordes anteriores de Mário Soares e de Ramalho Eanes em eleições presidenciais e, com o discurso insistente da moderação, voltou pela porta grande para o mais alto cargo da nação, onze anos e meio depois de sair cabisbaixo e sozinho da sede do PS do Largo do Rato ao perder as primárias para António Costa. Já definiu o caderno de encargos para o mandato, deixa um aviso — "Jamais serei um contra poder, mas serei um Presidente da República exigente com os resultados" e de "todos, todos, todos os portugueses" — e sossega Montenegro: “Não será por mim que a duração da legislatura será interrompida”.
Neste P24 converso com o editor de política do PÚBLICO, David Santiago.

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