Algo mudou na guerra da Ucrânia. Nos dias que antecederam o desfile anual do Dia da Vitória, as autoridades russas recearam que a Ucrânia pudesse atingir a Praça Vermelha com drones. O presidente Volodymyr Zelensky declarou, ironicamente, que autorizava o desfile e comprometeu-se a não atacar.
Vladimir Putin está sob pressão de uma forma que nunca esteve antes, ao mesmo tempo que a Ucrânia, habituada a pedir ajuda ao mundo, subitamente tem outros países a pedir-lhe ajuda.
A Rússia tem atacado a Ucrânia de forma mortífera, mas tem sofrido ataques na região de Moscovo e às infra-estruturas de combustível e de gás. O presidente russo tem agora de se preocupar não apenas com a linha da frente na Ucrânia, mas também com a frente interna.
A Rússia perdeu território ucraniano e os ganhos limitados que obteve tiveram um custo elevado: 352 mil soldados terão morrido nesta guerra até ao final do ano passado, seis vezes mais do que o número de soldados dos EUA mortos no Vietname.
Vladimir Putin chegou a Pequim uns dias depois de Donald Trump. Que importância pode ter esta visita para Putin, a 25.ª desde que está no poder, no actual momento da guerra na Ucrânia? Com Trump distraído com Ormuz, é possível falar de paz?
Francisco Pereira Coutinho, professor na Nova School of Law, e autor de Guerra, Mentiras e Direito Internacional – 46 questões sobre a agressão russa à Ucrânia, é o convidado deste episódio.

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