Na semana passada, a jornalista Clarissa Ward, correspondente internacional da CNN, publicou um vídeo, na sua conta do Instagram, onde filma e descreve as longas filas de espera, para atravessar o controlo de passaportes, no Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa.
A jornalista descreve um cenário de caos e diz ter presenciado muitas pessoas a perderem os seus voos de ligação, como aconteceu à própria.
Os aeroportos portugueses têm sofrido vários constrangimentos no controlo de passaportes desde a introdução do novo sistema de entrada e saída das fronteiras da União Europeia. Porque é que isso acontece?
A Comissão Europeia diz que os atrasos e as longas filas de espera são um problema português. O Governo contra-argumenta que a responsabilidade é europeia.
O Governo reconhece que as coisas não estão a funcionar bem e o ministro das Infra-estruturas, Miguel Pinto Luz, pediu desculpa pela situação, que disse ser “um embaraço” para o país.
E o ministro da Administração Interna anunciou, na sexta-feira, mais meios humanos e o alargamento da zona de fronteira em Lisboa.
Mas, afinal, o que é que está na origem deste problema? É esse o pretexto para falarmos com Pedro Castro, consultor em estratégia comercial para a aviação e professor em Sistema de Transportes no Instituto Superior de Lisboa e Vale do Tejo.

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