O anúncio dos vencedores do Prémio Nobel da Medicina deste ano tinha uma justificação capaz de assustar o mais corajoso dos leigos. Dizia que o prémio atribuído aos cientistas norte-americanos Victor Ambros e Gary Ruvkun se justificava pela “descoberta do microARN e do seu papel na regulação pós-transcripcional dos genes”. Não, espere, não desista. Por detrás desta linguagem complexa da ciência, há uma história interessante e divertida. Uma história que tem a ver com a sua saúde, com a sua vida. Com a descoberta do micro-ARN, ou RNA em inglês, fica aberto um novo caminho para o desenvolvimento de moléculas terapêuticas que poderão ser usadas para tratar o cancro ou doenças cardiovasculares.
Para nos ajudar a compreender melhor o que está em causa, o P24 convidou Rute Matos, investigadora do Instituto de Tecnologia Química e Biológica (ITQB) da Universidade Nova de Lisboa que estuda o ARN há mais de 15 anos.

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