O último episódio teve lugar na Roménia. O candidato ultranacionalista Calin Georgescu venceu a primeira volta das eleições presidenciais, mas o Tribunal Constitucional considerou os resultados inválidos, e determinou a repetição da eleição.
A Rússia foi acusada de ter organizado uma campanha de desinformação e manipulação nas redes sociais para favorecer Georgescu, que não esconde as simpatias nazis. À semelhança de outros movimentos de extrema-direita, Georgescu defende o fim do apoio à Ucrânia e a aproximação à Rússia.
Na Alemanha, a AfD pode ser o segundo partido mais votado nas próximas legislativas, que serão antecipadas e, em França, Marine Le Pen faz planos para chegar ao Eliseu.
Neste episódio, João Carvalho, cientista político e investigador do Iscte, observa que há uma “diabolização” da extrema-esquerda, “vista como mais antidemocrática que a extrema-direita”. E que esta tem conseguido normalizar um discurso que antes era impensável.
A ascensão da extrema-direita, adverte João Carvalho, “pode levar a um processo lento de desintegração da União Europeia e ao enfraquecimento do multilateralismo”.

Protestos pela habitação: como começam e até onde podem chegar?
17:11

Pazes feitas com Trump, Musk volta à campanha dos republicanos
17:05

Fernando Negrão sobre Ventura: “É a primeira vez que um presidente de partido preside uma CPI”
16:19