Entramos em contagem decrescente para novas eleições legislativas. O Conselho de Ministros aprovou ontem a moção de confiança que a Assembleia da República deverá votar na próxima terça-feira.
Caso se confirmem os votos contra do PS e do Chega, a repetição de eleições será uma inevitabilidade. Mas nada garante que o cenário final seja muito diferente do actual: um governo em minoria, um primeiro-ministro acossado pelo passado e um Orçamento de Estado de difícil aprovação. Paulo Rangel, todavia, acha que o PSD merece a maioria absoluta.
Com esta fuga em frente, o actual primeiro-ministro quer responsabilizar o PS pelo derrube do Governo. Mas o mais provável é que a Spinumviva e o escrutínio da vida empresarial de Luís Montenegro sejam os temas dominantes da campanha. O resultado da eleição vai depender isso?
Não é só o destino de Montenegro que estará em jogo. Pedro Nuno Santos dificilmente resistirá a uma segunda nova derrota. Quem lucra politicamente com estas eleições?
Neste episódio, Filipe Teles, cientista político e membro do departamento de Ciências Sociais, Políticas e do Território da Universidade de Aveiro, analisa esta crise política.

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