A nova lei dos solos desencadeou uma sucessão de acusações de suspeita e de conflitos de interesse, devido ao facto de alguns governantes possuírem participações no sector imobiliário. O primeiro-ministro Luís Montenegro foi o principal visado e deu explicações sobre a sua empresa no parlamento, na sequência de uma moção de censura apresentada pelo Chega.
O Bloco de Esquerda afirmou esta semana que a secretária de Estado da Habitação e outros seis governantes possuíam empresas imobiliárias, como ouvimos há. No entanto, três secretários de Estado e a ministra da Cultura garantiram ter terminado todas as participações antes de terem tomado posse.
Para a coordenadora do BE, Mariana Mortágua, há um “conflito de natureza política” entre “os interesses imobiliários” de quem nos governa, tenham vendido ou não as suas empresas, e as necessidades da população em matéria de habitação.
João Miguel Tavares, colunista do PÚBLICO, é o convidado deste episódio.

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