Há 30 anos que a Força Aérea não renova a sua frota de caças. Há várias opções de substituição dos F-16. Os norte-americanos da Lockheed Martin, com os F-36, são os preferidos dos militares portugueses, por acharem que isso permite melhor integração com os países aliados: até 2035, haverá cerca de 700 aparelhos no continente europeu, entre 12 membros da NATO, para além dos EUA e do Canadá.
Um estudo interno da FAP coloca o F-35 à frente da concorrência, segundo 20 critérios técnicos como a letalidade, sobrevivência, furtividade ou conectividade.
Os F-35 vão competir com o Gripen E/F, da sueca Saab, que quer incluir a indústria nacional na sua produção, e o Eurofighter Typhonn, do consórcio liderado pela Airbus.
Mas, como disse o ministro da Defesa, Nuno Melo, a opção não será apenas técnica, porque a encomenda também obedecerá a critérios políticos. A Europa, o Atlântico, ou as duas dimensões em simultâneo? Com a decisão de substituir os F-16, Portugal regressa a esse dilema, num contexto de distanciamento entre os aliados europeus e a Casa Branca.
A substituição dos F-16, um negócio que rondará os 2% do PIB nacional, é o tema da conversa com Pedro Guerreiro, jornalista e editor online do PÚBLICO, o convidado deste episódio.

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