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Eleições: o Luís vai continuar a trabalhar e o Pedro foi-se embora

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A AD reforçou a votação e venceu as eleições de ontem, com 32% dos votos, mas não obteve a maioria maior que lhe permitiria governar sem prescindir de terceiros. Os votos da Iniciativa Liberal, que se ficou pelo 9%, também não são suficientes para garantir uma maioria estável na próxima legislatura.

O caso Spinumviva ou os escândalos que envolveram deputados do Chega não tiveram qualquer impacto negativo na hora de escolher o voto.

Mas a noite de ontem ficou marcada pela descida histórica do PS, pela demissão do secretário-geral, Pedro Nuno Santos, que anunciou que não se recandidatará ao cargo. Mas também pela surpreendente subida do Chega. PS e Chega terão o mesmo número de deputados na Assembleia da República, 58 lugares, um empate que os resultados dos círculos da emigração poderão alterar.

O colapso do PS é comum a toda a esquerda. À excepção do Livre, que aumentou a sua bancada de quatro para seis deputados, a CDU perdeu um lugar e o BE ficou confinado a Mariana Mortágua.

Outra novidade da noite foi a entrada do JPP no hemiciclo. É verdade. Nem tudo ficou na mesma, embora a governabilidade do país não esteja mais garantida hoje do que estava garantida ontem.

Neste episódio, Sónia Sapage, directora-adjunta do PÚBLICO, analisa os resultados destas eleições antecipadas.

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O Hoje é o podcast diário de informação do PÚBLICO. De segunda a sexta, a jornalista Sara de Melo Ro 
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