Benito Antonio Martínez Ocasio, mais conhecido como Bad Bunny, é a estrela global da música actual. O porto-riquenho, de 32 anos, transformou o hip hop ou o trap, um dos seus sub-géneros, com as suas canções em castelhano e uma forte componente política.
Bad Bunny é uma figura sui generis na música e na América de hoje. A sua actuação no intervalo do Super Bowl de 2025, para irritação de Donald Trump, que criticou a sua prestação e o facto de se expressar em castelhano, é prova disso.
Depois de vários concertos em Barcelona e Madrid, tendo vendido seiscentos mil bilhetes em Espanha, Bad Bunny chega a Portugal, para duas actuações esgotadas, no Estádio de Luz, hoje e amanhã.
Bunny já leva sete discos gravados e o último deles, Debí tirar más fotos, sintetiza o som do passado e do presente de Porto Rico num álbum emblemático e intergeracional, como diz a Pitchfork.
O artista actualiza a música porto-riquenha, nomeadamente a bomba, uma antiga tradição rítmica e de dança da ilha, criada há mais de 400 anos por pessoas escravizadas de origem africana, ou o boogaloo, fusão de ritmos afro-cubanos e música urbana e americana, nascida em Nova Iorque, mas popularizada em Porto Rico.
Para percebermos o fenómeno Bad Bunny, convidamos o crítico musical do PÚBLICO, Mário Lopes, que assina na edição de hoje um artigo de antecipação dos concertos de estreia do músico em Portugal.

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