Ao fim de 70 anos, a ACNUR, a agência das Nações Unidas para os Refugiados, vive um dos seus momentos mais dramáticos. A agência garante alimentos, refúgio, educação e cuidados de saúde em 135 países.
Mais de 120 milhões de pessoas foram obrigadas a fugir da guerra ou deslocadas pelas alterações climáticas, mas a necessidade de ajuda é superior à capacidade de resposta das agências humanitárias.
Na semana passada, o Alto-Comissário da ACNUR, Filippo Grandi, afirmou que a redução do financiamento dos EUA à assistência ia colocar em risco milhões de vidas.
Neste cenário de cortes orçamentais, é previsível que aumente o número de pessoas deslocadas e que se assista a um agravamento das crises humanitárias durante este ano. A questão que se coloca às agências é a ter de escolher que vidas conseguem salvar.
Joana Feliciano, responsável de comunicação e relações externas da ACNUR em Portugal, é a convidada deste episódio.

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