Noutros países, há o hábito de ver escritores consagrados entrar, pelo menos uma vez, num livro sobre futebol. Eduardo Galeano (“Futebol ao sol e à sombra”), Javier Marías (“Selvagens e sentimentais”) ou Nick Hornby (“Febre no estádio”) são alguns exemplos. Por cá, não são muitos os autores de literatura que se aventuram na crónica de futebol e a publicam em livro. Bruno Vieira Amaral escreve há seis anos para o Tribuna Expresso crónicas de futebol e preenche essa lacuna, mas aponta algumas exceções: “O António Lobo Antunes tem crónicas sobre futebol maravilhosas. Dinis Machado escreveu crónicas de futebol e estão publicadas num pequeno livro chamado “Liberdade do drible.” Fernando Assis Pacheco foi outro caso.” Apesar dos exemplos, Bruno Vieira Amaral acredita que “ainda se mantém um certo preconceito intelectual da literatura em relação ao futebol e a tudo o que seja entertenimento de massas”. O autor revela que, para ele, é precisamente o contrário. “Há muita coisa que o escritor pode ir buscar ao futebol. Há a parte da emoção, das pequenas histórias dos treinadores e adeptos ou até de uma ida ao estádio”. Ouça o novo episódio de Ontem Já Era Tarde.

Ricardo Lemos: “No caso Vinicius, Prestianni devia ter falado logo a seguir ao jogo”
1:12:25

Paulo Sérgio: “Depois de sair do Sporting, tive salários em atraso em quase todos os clubes”
1:03:19

Filipe Gaidão: “Tive um grave acidente antes de ir para o Porto, fiquei tetraplégico durante algum tempo, e Pinto da Costa nunca deixou de me apoiar”
1:03:28