Jornalista, apresentador, gestor de marca e autor do livro infantil “A girafa do Noah”, Wilds Gomes é o convidado desta semana d’ “O Tal Podcast”. Natural de São Tomé e Príncipe, veio para Portugal quando tinha apenas 4 anos, e desde sempre se viu rodeado de afectos, razão pela qual se confessa “uma pessoa de amor”, com facilidade para falar de sentimentos e expressá-los.
Comunicador nato, Wilds conta que a grande transformação na forma como passou a olhar para si, e a procurar ser uma melhor pessoa, foi a experiência da paternidade. “Acho que me tornei adulto de verdade após o nascimento do meu filho”.
A separação da mãe dos filhos mais velhos foi um momento que o fez parar e refletir sobre quem realmente era e o que queria na vida. Esse período mais sombrio levou-o a valorizar mais o auto-cuidado, e a procurar terapia.
Uma das formas de conexão que tem desenvolvido com os filhos é a leitura noturna, algo que não teve na infância. Foi também por esta razão que escreveu o livro “A girafa do Noah”, publicado no final do ano passado, e no qual aborda o luto de uma forma adaptada para crianças. “Eu quero escrever sobre algo que faça sentido, que os pais consigam refletir e falar com os seus filhos, embora sejam conversas difíceis de ter.”
Ao “O Tal Podcast”, o apresentador de 34 anos revelou que uma das maiores inspirações da sua vida é a relação dos pais que, após mais de três décadas de união, recentemente subiram ao altar. Wilds teve um papel fundamental na boda, tendo sido responsável pela compra do anel para o pedido de casamento feito pelo pai.
Nesta conversa com Georgina Angélica e Paula Cardoso, o são-tomense falou ainda sobre a sua “Carta aberta aos homens negros que odeiam as mulheres negras”, onde desafia preconceitos, e convida a uma reflexão sobre a forma como mulheres da sua comunidade são tratadas. Para o apresentador, o amor, o respeito e a proteção das mulheres negras são também uma forma de resistência e transformação.
Ouça aqui a conversa completa.

Victória Pauferro: “Estava na fila da escola para lanchar e um menino disse que a minha amiga era burra. Eu disse que não, e ele falou: ‘Cala a boca macaca’. Decidi fazer uma app para ajudar pessoas que sofrem preconceitos”
38:15

Ana Martins: “Sempre vi a minha mãe e a minha avó a correrem riscos e irem atrás de coisas em que as pessoas diziam: ‘Não podes. Isto não é para ti’. Então, eu sempre quis ser mais”
55:50

Marco Mendonça: “O humor é uma porta de entrada para um lugar de empatia, escuta, compreensão. Ou mesmo que não seja compreensão, de respeito”
1:07:48