Bianca Castro tem 25 anos e é activista climática. Recentemente, foi condenada a um ano e meio de pena suspensa por ter participado de uma acção simbólica: plantar sobreiros nos terrenos onde será construído o novo aeroporto.
A militante ecologista afirma que “há uma tentativa crescente de silenciar activistas”, uma tendência que agora está a chegar a Portugal. Bianca diz que é urgente fazer um debate sobre a “tendência crescente de criminalizar quem está a lutar por justiça social”.
Estudou Teatro e Física, esteve na Greenpeace e trabalha agora numa nova organização pela justiça climática, a Roots. Participou em várias conferências sobre o clima e não esconde o seu desapontamento. Admite que, “neste momento”, já pode “descrever como é que vai ser a COP31 na Turquia, porque a receita é a mesma”: “Nos primeiros dias, não acontece grande coisa, queixamo-nos de que está [a ser] muito lento; depois, os mesmos países bloqueiam as mesmas palavras, não querem que o texto tenha muitas menções a direitos, quer sejam direitos das mulheres, direitos dos povos indígenas ou direitos das crianças, portanto, é sempre um bocadinho a mesma receita. E depois, ali nos últimos dias, parece que há um push de 'tem de ser agora, tem de ser agora', e finalmente ficamos todos desiludidos.”
Para Bianca Castro, “a diplomacia climática, tal como a conhecemos hoje em dia, está por um fio, e algo tem de mudar”.

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