Convidada: Ana Carolina Evangelista, cientista política e pesquisadora sênior do Instituto de Estudos da Religião (Iser).
A legislação eleitoral coloca uma fronteira clara entre Estado e Igreja. Templos religiosos não podem ser usados para propaganda eleitoral – e até manifestações de apoio a candidatos, ainda que não haja pedido de votos, podem ser punidas pelo Tribunal Superior Eleitoral.
Mas, na prática, púlpito e palanque se encontram. Uma pesquisa realizada pelo Instituto de Estudos da Religião (Iser) e pela Quaest ouviu 15 mil brasileiros sobre como eles veem a relação entre política e religião.
O estudo indica que a maioria dos fiéis, considerando todas as filiações religiosas, rejeita que suas lideranças digam em quem votar. No entanto, o levantamento mostra também que alguns agrupamentos religiosos tendem a convergir para determinadas preferências políticas.
Neste episódio, Natuza Nery entrevista uma das organizadoras da pesquisa Religião e Vida Pública no Brasil, Ana Carolina Evangelista. A cientista política explica as principais descobertas da pesquisa e analisa as relações entre os comportamentos religioso e eleitoral de católicos e evangélicos.