Convidado: Fernando Abrucio, cientista político, professor da FGV-EAESP e comentarista da GloboNews.
Então candidato de oposição ao governo de Jair Bolsonaro (PL), Lula (PT) surpreendeu o mundo político ao anunciar o convite para que Geraldo Alckmin (PSB) fosse o vice-presidente na chapa que concorreria nas eleições de 2022. O ex-tucano e adversário histórico do PT topou, e a estratégia deu certo: a dobradinha Lula-Alckmin se apresentou ao eleitor como representante de uma frente ampla e venceu a eleição.
Quatro anos depois, presidente e vice demonstram ter excelente relação e trocam elogios em público, mas nada garante que a parceria irá se repetir na urna. Lula dá sinais de que a vaga está aberta para negociações com partidos de centro, como o MDB. O objetivo é ampliar alianças, conquistar mais palanques estaduais e municipais e aumentar o tempo de propaganda eleitoral.
Na oposição, a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro se consolida como a mais competitiva, de acordo com as pesquisas mais recentes. E já circulam especulações de potenciais candidatos a vice. Os mais citados são Romeu Zema, governador de Minas Gerais, do Novo, e Tereza Cristina, senadora pelo Mato Grosso do Sul, do PP.
Para analisar a viabilidade de todas as estratégias eleitorais em jogo, Natuza Nery recebe o cientista político Fernando Abrucio. Ele, que é professor da FGV-EAESP e comentarista da GloboNews, comenta a situação de Geraldo Alckmin no governo e o que Lula busca nas conversas com partidos de centro; e avalia os nomes em torno de Flávio Bolsonaro.