Tudo somado, o prejuízo para a TAP é estimado em 444 milhões de dólares, no pressuposto de que a entrada de David Neelman no capital da TAP em 2015 deveria ter sido efetuado com dinheiro fresco. Mas não foi, porque o empresário consegui um adiantamento de 226 milhões de dólares do próprio fabricante de aviões, a AIBUS, para se tornar acionista da TAP. E foi este dinheiro que foi injetado na companhia como capital e afinal a TAP está a pagá-lo de volta à Airbus e às empresas de leasing como um acréscimo inexplicável ao valor das prestações dos aviões. Mas o mais surpreendente é que tanto na Comissão de Inquérito à gestão da TAP como na Comissão de Economia e Obras Públicas este assunto e tratado como se se resumisse a uma divergência entre partidos políticos, PSD e PS que alternaram no poder. Este Negócios da Semana foi emitido na SIC Notícias a 14 de junho, e contou com os comentários de Nuno Cunha Rolo, presidente da Transparência Internacional em Portugal, e Paulo Morais, presidente da Associação Frente Cívica.

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