Na Terra dos CacosNa Terra dos Cacos

O crime compensa na Guiné-Bissau

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Na Terra dos Cacos

Como dizia Eduardo White, os países africanos são hoje cacos dos sonhos que partiram ontem. António Rodrigues e Elísio Macamo discutem, a cada duas se 
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A visita a Bissau de uma missão da organização regional da África Ocidental veio chapinhar nas águas da indiferença internacional que a situação na Guiné-Bissau tem merecido. É como se não tivesse havido uma alteração da ordem constitucional que impediu o vencedor das eleições de assumir o cargo de Presidente para o qual foi eleito pelos cidadãos guineenses.

Mas para um chapinhar destes, se calhar, mais-valia a indiferença. Porque aquilo que a missão da CEDEAO fez em Bissau foi, ao mesmo tempo, demonstrar a sua irrelevância e a sua instrumentalização. Em vez de instituir sanções como ameaçara, a organização regional enviou a Bissau uma missão, liderada pelo ministro dos Negócios Estrangeiros da Serra Leoa, Timothy Kabba que se encontrou apenas com os militares golpistas e chegou à conclusão que tudo está bem, os golpistas são fantásticos e a situação está a evoluir de forma correcta.

A 16 de Junho, agentes do Serviço Nacional de Investigação Criminal de Moçambique (Sernic) entraram na casa do jornalista Estácio Valoi, em Pemba, na província de Cabo Delgado, numa diligência relacionada com as suas reportagens sobre crimes ambientais na província do extremo norte de Moçambique. Alegadamente com um mandado sem bases legais ou factuais, os agentes do SERNIC confiscaram os equipamentos do jornalista e continuam sem os devolver. A Amnistia Internacional escreveu ao Procurador-Geral da República de Moçambique, Américo Julião Letela, a pedir que o equipamento seja devolvido o quanto antes, a não ser que o SERNIC demonstre na justiça que a sua retenção é legal, necessária e proporcional.

Na segunda parte, entrevistaremos a socióloga Sheila Khan, investigadora no Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade da Universidade do Minho, a propósito da Segunda Escola de Verão de Estudos Africanos em Português, realização conjunta da Universidade do Minho, da Universidade Nova de Lisboa e da Universidade Lusófona, que decorreu entre 29 de Junho e 3 de Julho.

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 Os temas africanos no centro do debate.
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