As eleições em Angola são uma ilusão de que a oposição é cúmplice, chegou, pois, a hora de tentar mudar a situação política por outras formas que não a dos partidos políticos. Esse é o resumo do manifesto político que elementos da sociedade civil angolana, nomeadamente Luzia Moniz e Domingos da Cruz, pretendem divulgar como forma de incentivar a população a levar a cabo “uma nova luta de libertação nacional em Angola”.
Disso nos vem falar Domingos da Cruz, o entrevistado deste episódio de Na Terra dos Cacos, o podcast do PÚBLICO sobre temas africanos. O investigador, um dos presos políticos do processo dos 15+2 em Angola, actualmente a residir no Canadá, considera que MPLA e UNITA se equivalem nessa manutenção de um sistema que só os beneficia a eles e em que o povo é o capim que sofre.
Se “a oposição em Angola é propriedade do próprio regime”, então a alternância política através de eleições é uma falácia repetida apenas para manter tudo como está. O manifesto propõe “a autolibertação do povo da manipulação dos partidos sem bússola moral, para que a soberania popular se mobilize fora das instituições para erradicar a opressão”.
Na primeira parte, falamos da Rússia que vai começar a explorar urânio na Namíbia, um dos países com maiores reservas deste minério no mundo e partilhar o seu know how em matéria de energia nuclear com o país da África Austral que tem uma extensa fronteira com Angola.
E também conversaremos sobre a decisão da justiça moçambicana de levar a julgamento o candidato presidencial Venâncio Mondlane, principal rosto da oposição em Moçambique, no âmbito de cinco processos-crimes por causa das manifestações contra a alegada fraude depois das eleições gerais de 9 de Outubro de 2024.

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